O teste de detecção do grau de risco utiliza um questionário
previamente elaborado e é dirigido às formas de câncer
mais freqüentes da população, com perguntas específicas
para homens e mulheres.
Este programa foi desenvolvido pelo Departamento de Controle e Prevenção
do Hospital de Câncer de Pernambuco, à frente o doutor Jaime de
Queiroz Lima, com a assessoria de pesquisa do professor James Anthony Falk, do
Departamento de
Administração da Universidade Federal de Pernambuco. O sistema
se baseia em trabalhos científicos nacionais e estrangeiros, como estudos
da Universidade de Harvard (EUA) que mostram que nove fatores de risco são
responsáveis por 1/3 das mortes por câncer em todo
mundo
.
O sistema processa as respostas do questionário e, de maneira personalizada,
apresenta qual o grau de risco que o internauta apresenta: BAIXO, MÉDIO ou ALTO.
Ou seja, obtém-se uma avaliação de probabilidade.
Mas atenção: o fato de ter ALTO RISCO não
significa, necessariamente,
que a pessoa vai ter câncer. Conhecendo quais são os seus fatores
de risco, o indivíduo pode modificar o seu comportamento e se prevenir.
Pesquisadores sugerem que muitos tipos de câncer são evitáveis
com mudanças no estilo de vida e ambientais.
Da mesma maneira, uma pessoa de BAIXO RISCO poderá, mesmo assim,
desenvolver
o câncer.
Como a avaliação conta com fatores que dependem dos hábitos
da pessoa no momento do teste, o grau de risco pode ser modificado futuramente.
Por exemplo, um fumante inveterado estará no grupo de alto risco para
câncer das vias respiratórias, mas, se ele deixa de fumar, ocorrerá considerável
redução do risco. Uma pessoa de pele clara que, em princípio, é forte
candidata ao câncer de pele poderá ter reduzido grandemente esse
risco ao se proteger da luz forte.