O termo risco, na linguagem comum, refere-se a probabilidade de um determinado
evento indesejado ocorrer. Do ponto de vista epidemológico, o termo é utilizado
mais especificamente para definir a probabilidade de uma determinada pessoa
adquirir uma moléstia, uma vez que vive exposta a determinados fatores
de risco. Isso pode acontecer mesmo que o indivíduo não apresente
qualquer sinal ou sintoma da doença naquele momento.
Os fatores que se associam ao aumento do risco de se contrair um câncer
são chamados de fatores de risco para o câncer. Estes fatores
podem ser encontrados no ambiente físico, serem herdados ou serem
representados através de hábitos ou costumes próprios
de um determinado ambiente social e cultural.
Dois pontos devem ser enfatizados com relação aos fatores de risco:
1) O mesmo fator pode ser de risco para várias doenças (por exemplo, o tabagismo, que é fator de risco de diversos tipos de câncer, é também fator de risco para várias doenças cardiovasculares e respiratórias);
2) Os vários fatores de risco podem estar envolvidos na formação
de uma mesma doença, constituindo-se em agentes causais múltiplos.
A detecção de fatores de risco é uma ação
pré-primária em combate ao câncer, uma vez que antecede
a prevenção e o diagnóstico precoce. Sua viabilidade
se dá através de sua simplicidade, o seu baixo custo e, acima
de tudo, por divulgar os fatores que atingem as pessoas, permitindo que
cada um mude o rumo do seu comportamento, evitando as causas possíveis
de serem afastadas.